a empresa atuação novas obras obras realizadas clientes notícias fale conosco
 Engenharia, assessoria imobiliária
 e consultoria em projetos

 

Portugueses projetam investir R$ 1,5 bi no CE

Publicada em 15/08/2004


Empresários portugueses planejam investir cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,5 bilhão) nos próximos três anos no Ceará. Os recursos, seis vezes superiores aos US$ 83 milhões investidos até 2002, no Estado, pelos lusitanos, serão aplicados, prioritariamente no turismo, e nas áreas têxtil e da carcinocultura - cultivo de camarão em cativeiro.
A projeção é do presidente da Câmara Brasil-Portugal, Rômulo Alexandre Soares, convidado do "Encontro de Negócios para o Nordeste", realizado no início da tarde de ontem, na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
"Só em turismo, os investimentos diretos deverão superar os US$ 300 milhões, isso sem contar os investimentos imobiliários que os portugueses vêm fazendo no Estado", sinalizou Rômulo Soares. Conforme disse, a prioridade será a construção de novos complexos turísticos, além de hotéis e resorts.

Para ele, o turismo é uma forte fonte de captação de investidores e área de grande atração de investimentos externos e internos, porque envolve vários outros setores. Ele citou como exemplo, a construção civil - necessária na edificação dos empreendimentos e grande geradora de mão de obra e de renda.
O setor têxtil e a carcinocultura também estão no foco de investimentos dos portugueses no Ceará e no Nordeste. Atualmente, a região concentra 50% do total de investimentos lusitanos no País. Na área têxtil, explica Rômulo Soares, os investimentos priorizarão a constituição de agências e de empresas para exportação de confecção e vestuário para grandes grifes mundiais. "Somente para a Calvin Klein, temos uma amostra de 30 mil peças, de um total de 250 mil já encomendadas por grifes internacionais, para o próximo ano", confirmou o empresário português, Henrique Leite, da Globaltex.
"O Brasil está na moda. Tudo que produzirem aqui, com estilo e qualidade, vendemos lá fora", aposta Henrique Leite. Para ele, o Brasil e o Ceará têm moda e qualidade próprias, que agradam ao mercado externo. "O Brasil deve parar de competir em preços com a China. O Brasil tem produto para competir com moda e qualidade", destacou o empresário, lembrando que usa um sapato brasileiro, comprado na Europa.

De acordo com ele, há grupos internacionais, como o Zara, a DNK New York, o Sprit e a Calvin Klein com grandes interesse na confecção e no vestuário produzido no Ceará. "As peças podem sair daqui modeladas, acabadas, etiquetadas, rotuladas e até precificadas, prontas para o consumidor europeu", sugeriu Henrique Leite, ao destacar a qualidade do produto cearense.
Apesar da ação anti-dumping imposta pelos Estados Unidos contra o camarão brasileiro, Rômulo Soares disse que persiste o interesse dos portugueses, em investir na carcinocultura no Ceará. Apesar de um recuo, num primeiro instante, ele falou que a medida norte americana não irá inibir os investimentos lusitanos no setor, já que a prioridade é exportar para o mercado europeu. Fonte: Diário do Nordeste - 13/08/04



Fonte: Diário do Nordeste.


« ver mais notícias







 © 2010   Ferrari Engenharia Ltda  e-mail  Fone: 55 +85 3263 7007